quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

"Que ridículo."

Toda a pressão que sua ineficiente inteligência sofria naquela hora, ela conseguiu expressar nessa frase. Ou tentou.
Parecia quase impossível coordenar elegância e discrição com as ofertas de figurino que seu closet vagabundamente ostentava em cabides descombinados.
Seu estojo de maquiagem tb não era dos mais caros, dos melhores ou dos mais novos.

Ok. Ela não era óbviamente a noiva. Também não era uma madrinha.. Nem tinha mais idade para ser uma daminha. Era só mais uma convidada. Muito embora achasse uma papagaida essa história de casamento em anos dois mil, queria estar bonita. Preferia estar bonita a gastar seu tempo criticando a estrutura social, católica, hipócrita, machista...

Ahhh.. Ela realmente não quis comprar um longo novo.
Agora queria morrer e não teria um pretinho básico pro próprio funeral.

Então, quando o marido chegou com sua gravata azul turquesa detonando o look perfeito do terno básico TNG ela precisou botar a culpa nele.

"Que ridículo."

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

uNTITLED


Hoje dei-me férias do ócio depressivo.
Precisei fazer tudo o que não havia cumprido embora prometesse há um tempão.
Como era provável, daí, choveu.

Indiferente, havia um sol em mim.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

gRIPE

O corpo estava deitado na cama.
Morto, pôde ver como formava-se a fina e bem estruturada camada de poeira sobre os móveis.

O corpo assim de bruços. A cabeça apontada para sua esquerda. A orelha amassada mas sem dor. Os pés escapando pelos dedos da borda do colchão.
Os olhos vidrados na mesa. Postos sobre a mesa.
A caneca de criança com seus antigos lápis apontados nas duas extremidades, suas canetas pretas de clique, os canudos que colecionava. O prego da prancheta na táboa lateral da escrivaninha.
Onde estava a prancheta velha de eucatex? Tinha ou não decidido por arrancar-lhe aquele adesivo de rádio FM?

Na gaveta, os chicletes de canela, os óculos reserva, as revistas masculinas.

O telefone ligado ao carregador na tomada. Se alguém ligasse, não atenderia.

a vOZ oFF

Hey, Garoto! e Hey, Garota!
Ouçam-me.
Hey, Garoto! e Hey, Garota!
Vocês precisam me ouvir..

Vocês precisam ver o mundo com os meus olhos.
Porque eu, eu sou a voz.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

pROJEÇÃO

Agora não são só palavras.
Quando eu mostrei em câmera lenta todos os detalhes da situação.
Eu sei. Você sabe.
Eu te amo tanto.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

cALO


Está tudo OK.
Tem momentos em que o melhor a se fazer é calar.
Mas a coisa funciona assim, cala-se a voz enquanto o coração matuta. O cérebro caleja. Os dedos descamam.
Na prática, só depois de muito tempo de silêncio é que se pode reconhecer se aquele era mesmo um momento de se calar.

sábado, 27 de setembro de 2008

Quando mr. Smith sopra fora de Birdland a nuvem cinza

Mr. Smith sente fortes dores nas costas esta manhã.
Sente metaforicamente que, apesar de ter exagerado com as caixas ontem, há tempos carrega inutilmente - inevitavelmente - um peso maior que o preciso.
Corcúndico, levantou-se desajeitadamente da cama. Deslizou as cortinas azul-petróleo sob os mastros horizontais em madeira marfim dando espaço para a janela na parede (que cor?) emoldurada. Abriu a janela.
Sua nuvem particular carregada de chuva entrou no cômodo para despejar-se sobre ele.
Durante todo e mais um dia.

(To be continued)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

mINTO

Pra qualquer necessidade, fácil-fácil fingir um choro. É culturalmente um truque e privilégio feminino.
Mas não é disso que eu quero falar.
Calar é, por vezes, o maior benefício que se faz a si mesmo. Principalmente se você também é dessas que se chocam consigo mesma e o poder resoluto das palavras quando saem de um boca forte.
Não se perder é a pior das coisas.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

gIRLFRIEND

Se você continuar errando o meu nome
eu nem vou me importar.
Adoro os meus nomes novos!
Salto dessa ponte a hora em que você pedir...

Uma noite de amor foi só o que precisou e já cai a seus pés.
Uma noite de amor e na manhã seguinte já tatuei seu nome no meu cofrinho...
Eu vejo você em todos os lugares, até quando abro os olhos.
Até pensei que fosse você beijando uma outra garota!

Quanto amor! Nunca me senti tão bem apesar de uns quilinhos.
Você foi muito educado comigo e eu fiquei chocada com sua pegada forte.
Meu anjinho, nunca vi tanto amor... as pontinhas dos meus dedos estão suando tanto e tem um coraçãozinho em cada olho meu.
Me diga como pode haver tanto amor?!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

tRADUZINDO

Quando eu pergunto
o que um homem como você
parado enquanto me arrumo pra ir embora
tem na cabeça, é claro que tem quase nada

A gente não pode mais conversar
Ficar se agradecendo por essa relação over
Isso dura uns minutinhos. E aí
Vai me prometer não sair da linha?!

Quando eu pergunto
sobre um homem como você,
e por favor não me enrole,
seu histórico não mente

Não me diga que você está bem
só porque eu ainda estou aqui
"Você me fez ser melhor"
Daí que cansei dessa merda

Eu acreditei em você pela última vez, cara
Você pensa que me ama, mas e eu com isso?
Eu abri pra você, mas está hora de fechar, baby
Você pensa que está apaixonado mas eu prefiro estar livre.
Mano, se você ficar me procurando...

Quando eu me pergunto
O que um homem como você
Estaria esperando lá embaixo há uma hora
Se sabe que eu não vou mais atender...

A única chance
da gente conversar mais uma vez
É exclusivamente pra acabar com isso
e você desgrudar da minha porta

Eu não me pergunto
mais sobre homens como você
Deixa eu te contar, mané
Eu já estou em outra

Olha, aqueles dias que a gente passou junto
Yes, foram muito massa
mas eu acho que você viajou
Aquilo era o que era, eu tô meio ocupada
se você não se importar de parar!...
Ow, nem vem com essa de "nós dois", não sonha
Especialmente porque eu prefiro continuar sendo uma garota legal.

Você pensa que me ama, mas você não me ama
Eu não te correspondi
Baby, você que me procurou e eu não disse não.
Mas agora: não. Capice?

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

fIGHTING (fIGHTING fOR lIGHT)

Eu tenho acompanhado minha babosa e um bálsamo crescendo no oratório ao pé da janela do quarto.
Como o tempo voa para as plantas! As pedrinhas e cascalho do vaso plástico dormem enquanto isso.
A babosa e o bálsamo se conversam, às vezes brigam, outras discutem.
Ela é mandona, insistente.
Dei a cada um deles um lápis de cor da minha caixa predileta. Dei a eles as cores que eu menos usava. Não que eu não tenha tido consideração alguma por eles. Igualmente, não fiz pouco caso dos gostos particulares da babosa ou do bálsamo. Nem menosprezei o conhecimento estético de nenhum dos espécimes... Apenas, estes eram os lápis mais compridos, e as mudas precisavam de suporte.


Sendo assim, o bálsamo ficou com o verde musgo. Já a babosa, ficou com o bege.
Dizem muitas coisas a respeito dos feios, dos chatos, desengonsados, malcriados, estúpidos, interesseiros... Estes (exceto os feios) sempre são os que se dão bem.
A babosa detestou sua cor de lápis e, mesmo sem ter noção de escrita ou do prazer que desenhar e colorir podem dar, tomou para ela o lápis do bálsamo.
Eu já tinha notado isso. Mas, por ser da natureza do bálsamo a gentileza, imaginei que pudésse tudo estar bem.
Agora percebo que ela o jogou para a borda do vaso. Que o arrebate contra a parede. Que cresce ferozmente sobre ele. Que o sombreia! Que me ameaça espetar, fazer de mim seu adubo e mudar-se para minha cama...

Só que eu a amo tanto que perdi essa noção prejudicial das plantas espinhosas. Chego a sentir que a eminência dessa dor é que é a gratidão dela por mim. Então permito. Mas sofro.
Ao mesmo tempo, se eu removo o bálsamo para uma casa maior, mais iluminada e dou-lhe de companhia um caramujo de porcelana falsa, não o ensino a lutar!
Todos os dias convivo com isso. Vejo (enquanto torço em silêncio por uma reação) o bálsamo mudar do verde escuro apastelado para um tom abaixo... e outro abaixo... outro menor... até dar nisso que está lá agora, um amarelado ramo novo no topo da haste. Tolo, não sabe que a esperança deve ser verde.
A babosa ri. Essa gêmea, hoje com cara de irmã mais velha. Má. Maior.
Acho que o próximo serei eu. Já tenho saudade de mim e do meu quarto.

vIVER E sEUS vÍCIOS










De repente, viver é só esvaziar uma lata de cerveja.
Seja a primeira da balada, estupidamente gelada, loira suada, gostosa, boa ou qualquer adjetivo publicitário que lhe possa ser dado.
Seja a última da noite, esvaziada na guia, quando o dia já é claro e você é mais estúpido que o ingênuo líquido alcóolico já sem gás.
Você aponta exatamente para onde está. Você se justifica todo o tempo. Você segue a orientação do seu próprio dedo, torcendo para estar certo.
E nunca pode ser tão bom. Você tem plena consciência de que poderia e deveria ter parado com isso há algum tempo.
Seus sentimentos são exagerados, indecifráveis, inconfessáveis. Algo está errado. Você é inteligente. Feliz. Bonito. Atraente. Mas não tanto para sair da média.
Viver se torna o maior dos vícios. Incurável.
É um jogo sádico de planejar a própria frustração. Você pensa que é possível superar a si próprio. Mas não é. Não é...
Você pode ser vencido por si próprio, perder feio, deixar aquém, mas nunca ir além sem um game over.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

pANAPANÁ

:


A imagem na memória já começa a desfazer.
Aconteceu um instante longo de estado vegetativo em mim...


..

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

jUSTA-mEDIDA

Qual a invariável da justa-medida?

O valor do sono depende de quem o acorda.
O tamanho da beleza depende do carinho de quem olha.
O sabor do prato, da música que se ouve.
O custo do telefonema, do tempo da saudade.
O calor do abraço, da vontade do beijo.

As sensações mais doces, prazerosas, inspiradas ou apaixonadas são frequentemente as mais desmedidas.
O querer nos obriga a fazer coisas horríveis.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

mAUS hÁBITOS

Tinha acabado de mijar e escovar os dentes.
Pia. Espelho... Um rosto para se chorar, pensou, mas não chorou.
Com os olhos secos, passou a língua pelos dentes todos. Verificou num dos espaços entre dentes o vestígio de algum alimento.

Havia comido pela última vez horas atrás.
Abriu a porta do gabinete. Olhou-se de novo. Fechou a porta espelhada do gabinete: "Hoje não vai ter fio dental".

Apagou a luz do banheiro quando ia saindo. Foi até a cama totalmente no escuro. Deitou e se cobriu com a colcha aparentemente sexagenária ou algo assim. Herança.
Sonhou. Primeiro, era criança e tentava inutilmente fugir de bexigas assassinas em formato de frutas. Depois, era mulher e amante de uma feminista revolucionária da décade de 70. A seguir, sonhou com carros, estradas e céus psicodélicos com xícaras de café quente. Mas não se lembrou de nada ao despertar.
Desligou o rádio-relógio e, abandonando a cueca no chão do quarto, foi direto para o banho.
Olhou-se de relance ao passar pelo espelho. Voltou. Parou.
Um dente havia crescido em sua testa. Ele nunca mais esqueceria do fio dental.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

nAMORO aBERTO


Tinha um menino.
Não esse, outro menino.
E ele me amaria e eu a ele.

E seria assim. Não fosse eu quem sou (que não consigo).

Eu vivo sozinha as minhas histórias. E aqui, de novo, again, vou precisar dormir pelada num quarto estranho. Morrer de frio até a garganta reclamar no silêncio. Ligar uma, duas, três, quatro até cinco vezes num mesmo minuto. Mandando mensagens de texto nos intervalos desse tempo.
Seguir dizendo aos confidentes aquelas palavras secretas que o menino despejou pra mim... enquanto lembro que não foi bem isso. Mas óbviamente eu talvez... quero dizer... wherever.

Daí que nada fora dessa rota acontece.
Parece tanta burrice não ter dado meus pulinhos por fora já que estava tudo liberado. Eu fico com a sensação de estar saciada. Enquanto que, se fosse com ele, seriam mais duas ou três, até quatro - no máximo - numa noite mal dormida.
Quantos amores da minha vida eu perdi? Quais seriam as formas, cores, gostos e tamanhos dessas picas?
"Não gosto que gostem de mim." Mais uma vez à procura de algo que se possa rotular como minha verdade - verdade é um conceito autônomo.

Liga, liga, liga. E as mensagens se perdem e eu já não sei que história ele ouviu de mim.
Antes dele existir assim não tinha nada disso. Nem ninguém a ser chupado com tamanho fervor. Nem a quantidade perfeitamente distribuida de massas e músculos num corpo alto com pêlos raspados de nadador. Nem essa estrutura se movimentando de acordo com minhas mais sutis coordenadas, ora com quadril e cintura, ora pontas das unhas ou palmas inteiras.
AHH! (e eu teria que acrescentar outros H's).

Tanta merda pra pensar. Só porque hoje, mesmo sem querer, insisti um pouco e não fui correspondida.
Bosta! Eu queria mesmo só conversar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

(sEM tÍTULO)

Eu fico de martírio aguardando o sono.
Ele sempre me engana.
Às vezes eu durmo enquanto espero e ele não vem.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

mISS bARILOCHE


O mundo parece mais real visto na Tv, em filmes, pela internet ou nos meus diários.
Daí que é nessas horas que eu me sinto mais parecida com o que eu queria ser e menos comigo mesma. Então, é quando volto pra mim e tenho um lençol de solteiro com elástico esgarçado, com a cor meio desbotada e um único furo já antigo - talvez alguma mancha, mas o lençol é só exemplo pra qualquer coisa.
Existem muitas coisas nesse sentido. Muitas mesmo.

A parede do meu quarto tem muitas irregularidades.
Nunca quero que ela seja totalemente lisa. Nunca quero com muita sinceridade, digo.
Depois, no fundo, nenhuma mídia é mais legal do que as coisas que eu tenho de verdade. Não vai ter o filme da minha vida.

Estranho as coisas não acontecerem sem mim.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

gOOD nIGHT, sWEETY sLEEP


A gente só precisa dormir bem.
Todas as bolhas nas mãos. Todas as alergias e inflamações. Toda tristeza e constipação é só sono.

O sono tem 15anos. Ele odeia todo mundo. Ninguém o entende. Ele também queria não existir... ele nem sabe porque não desiste.
Ele precisa apenas chorar e causar acidentes.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

dESERTA

É bem aqui que eu estou agora. A mulher barbada sob o fóco de luz da lâmpada do gabinete do banheiro.
Toda água vai cair direto da torneira pelo buraco do ralo da pia até o cano, galerias de esgoto, rio imundo, mar imundo, secar, esfriar, chover e cair. Cair direto da torneira. Pelo buraco da pia. Da pia pro cano imundo.
Um mundo lá fora vive e eu sempre seca. Ali dentro. No espelho.
Nunca tão bonita. Nunca tão feia.
Se os olhos salvam, o olhar condena.

Eu nunca pisco. Vou ficar ali mais três dias.


segunda-feira, 28 de julho de 2008

uM cONTO pARAZINE

O mundo é surpreendente.
Eu estava vendo o chato do Jô. E(n)tão de repente ouço a corrente e o cadeado do portão. Mais algum tempo, eu mesma acendo a luz da garagem e abro a porta da frente para acolher em casa uma caveira nordestina.
Para beber, dou-lhe Pitú.
Para comer, oferece-me fumaça de um bom paiero.
O papo vai bem: amizade fácil. Os dentes amarelos do crânio secamente exposto. Ele não é bonito nem feio. Conta histórias. Chama as pessoas pelo primeiro nome.
"Meu deus", eu penso.
.. Hoje à noite eu me apaixono por alguém sem órgãos nem pele.



Publicado em 27/07/2008, no Abominável Zine, Ribeirão Preto-SP, Brasil-sil-siilll.


Muito grata ao incentivo, voto de confiança e elogios.

uM eSPELHO E iOLANDA


Sou dessas que escreve tudo sempre a mão. Caneta a tinta. Tinta preta.
Sou dessas que anda noturna. Que tem gatos. Que tem gosto pelo perigo eminente.
Sou daquelas pra quem se apagam as lâmpadas dos postes de rua quando por debaixo deles passo.
Eu nunca ando nos lugares por onde minha roupas vão.

Mas é claro, porém, que qualquer besta pouco instruída com o menor gosto por mistérios me descobrirá nua e um pouco bêbada.
Toda minha história se proclama em evidências; nomes, endereços e números de telefone são trocadilhos.
E eu tenho vícios, inclusive de linguagem.

A toda, cada e nova acusação alego insanidade mental. Se você observar bem, verá que não faço colocação alguma sem, minimamente, duplo sentido. Eu mal concluo uma sentença.

A tinta da minha pena se envolve e desmancha com o tempo.
Sobra um par de seios e o gosto da saliva.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

dO pRAMAIOR OU dAS pAREDES tÊM oUVIDO

No café da manhã
Ainda tomo coragem

Sempre ouço
Mesmo que ninguém tenha entrado...

Talvez procure
algo.

e
talvez
um dia

belo dia
ache.

terça-feira, 22 de julho de 2008


No fundo, hoje, na maior parte do dia o sentimento mais presente foi fome, mesmo.
FOME.
E isso me deixa mais deprimida que qualquer outra coisa.

Por isso eu não quero pensar nas coisas que estou pensando.
Logo me acostumarei com tudo.
Tudo vira uma piada.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

cAKE nEVER tHERE

















Vida viada!
Eu querendo ser desejada eternamente pela mina. No entanto, acabo de levar mais um soco no estômago.
A previsibilidade é o que mais dói nisso tudo...
Óbvio que um "relacionamento" assim, posto entre aspas, tem muitas desvantagens.
Embora nada tenha realmente acontecido, deu uma pequena pane cerebroemocional ouvir ao mesmo tempo "você é o melhor de mim" e "daria pra qualquer um, se pintasse, no caminho de casa pro trabalho".
...
Gente! Ninguém sabe porque eu não fiz panelas voarem nessa hora. Claro que, mais tarde um pouco (logo em seguida, acho) rolou um sexo delicinha com direito a streap tease sem música.

Pra variar, no dia seguinte acordei me sentindo mal. Uma puta.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

tRECHO dE uM cERTO eRÓTICO


"Imagino toda a arquitetura do banheiro em paredes e louças de vidro e acrílico transparente.
Os homens nas cabines. Sem se ver mas, ao mesmo tempo, totalmente visíveis.
Grandes e fenomenais orgias.
Assim, (...) só para recuperar o fôlego da prova de cálculo ou geometria analítica."

segunda-feira, 14 de julho de 2008

sEMPRE é mUITO, mAS nUNCA é tANTO


As noites em que não se consegue dormir são insuportavelmente criativas.
Penso tanto que nem sei por onde saem tais idéias. Sei menos ainda pra onde vão.
Tenho a absoluta convicção de que posso já ter solucionado um punhado de vezes uma infinidade de problemas psicosociais histórico-mundiais existenciais.
Na falta de todo problema, já me antecipei insonimente em propôr todos os possíveis infortúnios. E para o caso de não percebê-los quando realmente vierem a suceder, inclino-me a sofrer de suas dores adiantadamente, claro.
Essa situação causa o efeito físico mais similar possível a fome.
Embora nem suspeite qual tipo de alimento sacie isso, procuro levantar da cama, passar reto pela tv e o controle remoto brilhando no escuro e entupir-me de qualquer alimentício disponível.
Também lembro que nunca lembro como é que tudo passa. Mas alguma hora passa. Daí, troco minhas besteiras pelas besteiras televisivas.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

pARADA nA pORTA dA gELADEIRA...


EXEMPLO:

Não ter um emprego nessa vida bandida, em algum momento, pode significar ter que fazer escolhas:
Um curso gratuito daquilo que você já sabe fazer ou se dedicar absolutamente uma semana inteira a um(a) amigo(a) querido(a) ou amor da sua vida (com jantinhas, lençóis esticados todos os dias de manhã, travesseiros espalmados e casa varrida).
Optar por baladas com nome na lista por e-mail e gente estranha, bizarra e nova ou dois dias num final de semana com aquele ar de realidade improvável que aparece quando se mistura sexo na amizade.
Nessas situações, pouco ou nada importam a cor do céu, a temperatura em °C, a fome feroz ou uma apatia alimentar... você não sabe escolher o óbvio, não lembra o quanto gosta de algo, de alguém ou o quanto se diverte com sexo (ou só pensa nisso, claro)...

Enfim, wherever... quero dizer, sei lá!

!!!!MGMT!!!!



Graças a MTVbrasileira, quem ainda não conhece o MGMT (leia "Management")?!

Formado por Ben Goldwasser e Andrew VanWygarden em 2002, o MGMT tenta juntar aquilo tudo o que se espera de uma "juventude desviada" (claro, basicamente ligada na PopMusic).
E funciona na medida em que são sempre anunciados como "loucos" ou "malucos" pela acima citada emissora de television... ¬¬

Apesar da mensão à insanidade, há conscientes referências musicais nessa empreitada pela renovação do Pop.
O som electro-rock dos caras mixa características do New Wave, Dance e Pop num estilo retrô com experimentalismo, samplers, instrumental alto e visual psicodélico.

O álbum "Oracular Spetacular" tem aquela coisa fake-despretensiosa já batida, quase Carpe diem, mas isso sempre dá liga. As melodias colam na cabeça e a gente fica cantarolando dias...
Na minha sincera opnião, ganha UM PONTO quem não entender patavinas de inglês na hora de ouvir o som! A não ser que encare como grande ironia...
Amy Winehouse segue ao pé da letra "Time of Pretend", e olha lá...

"Para cada puxão de orelha, faça dois elogios", já dizia eu mesma pra mamãe...
O conjunto da obra é divertidíssimo pra dançar e assistir!
Eu soube que rola um clip interativo na net... Tipo Video-Music-Game!!
Ainda não achei, quem souber me avisaa!

Ahhhh! E saca só esse clip muuito loko do MGMT!!


Coisa meio viagem astral, cheio de coisinhas e toques pinks... as cenas de fogueira na praia me lembraram os Parangolés de Oiticica, conhece??
Eu conto depois! Beijos.
;)

segunda-feira, 30 de junho de 2008

bLOODY mARY


- 1 1/2 dose de Vodka
- 3 doses de suco de tomate
- 1/2 dose de suco de limão
- 1 colher (chá) de molho inglês
- 2 gotas de molho de pimenta (tabasco)
- sal e pimenta do reino a gosto

Sirva-se de pouco gelo num copo loko ou taça bonita.
Vá despejando os ingredientes. Mexa com uma colher.
Espete uma azeitona num palito ou não. Me chama pra ter mais graça...