De repente, viver é só esvaziar uma lata de cerveja.
Seja a primeira da balada, estupidamente gelada, loira suada, gostosa, boa ou qualquer adjetivo publicitário que lhe possa ser dado.
Seja a última da noite, esvaziada na guia, quando o dia já é claro e você é mais estúpido que o ingênuo líquido alcóolico já sem gás.
Você aponta exatamente para onde está. Você se justifica todo o tempo. Você segue a orientação do seu próprio dedo, torcendo para estar certo.
E nunca pode ser tão bom. Você tem plena consciência de que poderia e deveria ter parado com isso há algum tempo.
Seus sentimentos são exagerados, indecifráveis, inconfessáveis. Algo está errado. Você é inteligente. Feliz. Bonito. Atraente. Mas não tanto para sair da média.
Viver se torna o maior dos vícios. Incurável.
É um jogo sádico de planejar a própria frustração. Você pensa que é possível superar a si próprio. Mas não é. Não é...
Você pode ser vencido por si próprio, perder feio, deixar aquém, mas nunca ir além sem um game over.

Um comentário:
"oi" com um leve aceno de mão.
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