O corpo estava deitado na cama.
Morto, pôde ver como formava-se a fina e bem estruturada camada de poeira sobre os móveis.
O corpo assim de bruços. A cabeça apontada para sua esquerda. A orelha amassada mas sem dor. Os pés escapando pelos dedos da borda do colchão.
Os olhos vidrados na mesa. Postos sobre a mesa.
A caneca de criança com seus antigos lápis apontados nas duas extremidades, suas canetas pretas de clique, os canudos que colecionava. O prego da prancheta na táboa lateral da escrivaninha.
Onde estava a prancheta velha de eucatex? Tinha ou não decidido por arrancar-lhe aquele adesivo de rádio FM?
Na gaveta, os chicletes de canela, os óculos reserva, as revistas masculinas.
O telefone ligado ao carregador na tomada. Se alguém ligasse, não atenderia.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
a vOZ oFF
Hey, Garoto! e Hey, Garota!
Ouçam-me.
Hey, Garoto! e Hey, Garota!
Vocês precisam me ouvir..
Vocês precisam ver o mundo com os meus olhos.
Porque eu, eu sou a voz.
Ouçam-me.
Hey, Garoto! e Hey, Garota!
Vocês precisam me ouvir..
Vocês precisam ver o mundo com os meus olhos.
Porque eu, eu sou a voz.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
pROJEÇÃO
Agora não são só palavras.
Quando eu mostrei em câmera lenta todos os detalhes da situação.
Eu sei. Você sabe.
Eu te amo tanto.
Quando eu mostrei em câmera lenta todos os detalhes da situação.
Eu sei. Você sabe.
Eu te amo tanto.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
cALO
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