terça-feira, 5 de agosto de 2008

nAMORO aBERTO


Tinha um menino.
Não esse, outro menino.
E ele me amaria e eu a ele.

E seria assim. Não fosse eu quem sou (que não consigo).

Eu vivo sozinha as minhas histórias. E aqui, de novo, again, vou precisar dormir pelada num quarto estranho. Morrer de frio até a garganta reclamar no silêncio. Ligar uma, duas, três, quatro até cinco vezes num mesmo minuto. Mandando mensagens de texto nos intervalos desse tempo.
Seguir dizendo aos confidentes aquelas palavras secretas que o menino despejou pra mim... enquanto lembro que não foi bem isso. Mas óbviamente eu talvez... quero dizer... wherever.

Daí que nada fora dessa rota acontece.
Parece tanta burrice não ter dado meus pulinhos por fora já que estava tudo liberado. Eu fico com a sensação de estar saciada. Enquanto que, se fosse com ele, seriam mais duas ou três, até quatro - no máximo - numa noite mal dormida.
Quantos amores da minha vida eu perdi? Quais seriam as formas, cores, gostos e tamanhos dessas picas?
"Não gosto que gostem de mim." Mais uma vez à procura de algo que se possa rotular como minha verdade - verdade é um conceito autônomo.

Liga, liga, liga. E as mensagens se perdem e eu já não sei que história ele ouviu de mim.
Antes dele existir assim não tinha nada disso. Nem ninguém a ser chupado com tamanho fervor. Nem a quantidade perfeitamente distribuida de massas e músculos num corpo alto com pêlos raspados de nadador. Nem essa estrutura se movimentando de acordo com minhas mais sutis coordenadas, ora com quadril e cintura, ora pontas das unhas ou palmas inteiras.
AHH! (e eu teria que acrescentar outros H's).

Tanta merda pra pensar. Só porque hoje, mesmo sem querer, insisti um pouco e não fui correspondida.
Bosta! Eu queria mesmo só conversar.

2 comentários:

Anônimo disse...

usando o abominavel de teaser! oO

.é o fim!



=D

Iolanda Quiet disse...

Eu sou a perversão incoerente, ma dear.
Prazer.